Reinterpretações masculinizantes

26 01 2010

A propósito de um artigo sobre o Poliamor que merece resposta: http://www.fhm.pt/site/content/article.aspx?ID=36259

Ora bem, creio que é preciso, primeiro, fazer notar obviamente que, sim, fui eu a ser entrevistado naquele artigo. E que também já contava com que houvesse uma qualquer reapropriação do conteúdo em tons mais gozões. Tendo estado há vários meses envolvido com um projecto de pesquisa que pretende estudar, entre outros títulos, a FHM e a forma como as revistas masculinas e femininas em Portugal representam a mulher, já sabia, mais ou menos, com o que podia contar. Pode portanto questionar-se porque é que o fiz. Já lá irei.

Em segundo lugar, também não quero deixar de fazer notar o meu engajamento com o assunto em mãos, tanto académico como pessoal. Se o pessoal é efectivamente político, então falar sobre as possibilidades da vida privada é também um acto político, e implica não menosprezar um determinado campo social – como o dos sentimentos, neste caso – apenas por esse mesmo campo não fazer parte do que é comummente tido como político.
Uma das mais interessantes constatações que faço a partir desta minha experiência foi a de que a FHM faz uma restruturação daquilo que é dito, uma releitura, digamos, a partir daquilo que o entrevistador diz e a partir do que o texto faz passar. As coisas que eu ali apareço a dizer estão fundamentalmente correctas – eu disse-as. Por outro lado, o tom da conversa, dado pela forma como o entrevistador faz comentários variados, não se deu daquela forma. E é aí que entram as reinterpretações. E também as dificuldades.
Se olharmos com calma para este artigo, duas coisas são aparentes. Uma delas tem que ver com o próprio registo editorial da FHM, e a outra com o tema escolhido.
O registo editorial da FHM faz com que a revista seja, obviamente, escrita para homens. Mas fá-lo através de um exagero, através de uma superabundância discursiva de marcas masculinizantes, como esta ideia de que um homem possa possuir sexualmente várias mulheres em simultâneo. E há uma tentativa, no editorial, de reduzir o tema em questão, fazendo com que este seja visto apenas de um ponto de vista retórico e artificialista, tendo como fim último a eliminação de qualquer possibilidade de culpa por parte do homem, uma forma de se justificar cognitivamente perante si mesmo. Só que o exagero estilístico torna todas estas manobras simples, evidentes, claras. Não há uma retórica propositadamente escondida. As piadas machistas estão perante qualquer leitor, que as identifica ao rir-se desta ou daquela frase. Com uma fácil construção vem também uma fácil desmontagem.
O segundo elemento prende-se com o tema em questão. O poliamor tem, nas suas bases, ideias bastante ligadas ao feminismo, à teoria queer de reinvenção e reconstrução identitária. A própria palavra e a forma como surgiu mostra isso mesmo. O poliamor arrasta para a frente o campo emocional, relacional, recusando-se a menorizar-se perante uma racionalidade supostamente superior e supostamente masculina. O poliamor permite precisamente actos de reavaliação de estereótipos ao não estar a adjudicar necessariamente um dado comportamento (neste caso, relações afectivas e/ou sexuais múltiplas, responsáveis e com conhecimento) apenas ao homem ou à mulher. Aquilo que o artigo parece esquecer, propositadamente, é que, se o homem poderia ter várias companheiras, então também a mulher poderia estar com várias pessoas ao mesmo tempo. Essa abordagem não é feita, e surge então um silêncio no que a isso diz respeito. Um silêncio sobre as implicações para o homem, para a sua masculinidade tantas vezes vista como territorial e possessiva, do que isso pode querer dizer, do facto de possível empowerment feminino, de confusão entre masculino e feminino, de subversão possível de identidades.
No entanto, e aqui regressamos à questão de porque é que eu falei para a FHM, sabendo tudo isto, o artigo e os seus propósitos de normativização masculina derrotam-se a si mesmos. Ao remeter para os conteúdos encontrados on-line, para os sites de referência, o artigo da FHM ganha uma dimensão de intertextualidade que permite a qualquer pessoa ir para além daquilo que ali está apresentado – fontes essas que, de uma forma ou de outra, fazem apelo para tudo aquilo que se procurou silenciar por entre as muitas piadas.
A partir daí, a responsabilidade encontra-se em cada um de nós. Não é um texto muito bem escrito que irá automaticamente iluminar alguém, nem é um texto tendencioso que irá automaticamente confundir alguém. Apesar de tudo, há que encontrar uma certa humildade quando consideramos como é feita a recepção de cada mensagem, sem existirem dados concretos sobre isso. A coisa complexifica-se quando se introduz a questão do hipertexto.
Quem ficou com a curiosidade despertada pelo artigo poderá perfeitamente ir em busca de mais informação on-line: e quem garante que essa informação não possa contribuir para mudar algo na vida dessa pessoa, para alterar a visão com que partiu, inicialmente, em busca de algo para sedimentar a sua hegemonia?

Termino dizendo que, obviamente, não é essa visão fechada e machista que perfilho, no que toca ao Poliamor. Vejo neste modelo relacional uma grande potencialidade, mesmo que actualmente subaproveitada, para derrotar condicionalismos e desigualdades de género há muito vigentes na formulação machista do heteronormativismo. Nada tenho contra a monogamia, nem a considero inferior; nem ao poliamor superior. Não – aqui a questão é a de quando uma determinada acção se impõe socialmente como natural e evidente, secando a ideia de que não é preciso escolher porque não há outra escolha. A liberdade depende da possibilidade de escolhermos. A escolha depende do nosso conhecimento de quais são as alternativas. O poliamor não se pretende afirmar como melhor, superior ou mais avançado – apenas diferente mas equivalente. Da mesma forma que o feminismo não pretende afirmar a supermacia das mulheres, também o poliamor não pretende afirmar a superioridade de mais do que a honestidade e respeito de quem assim escolher viver. Uma honestidade e respeito que é preciso também ser estendida a outras formas relacionais – monogamia incluída, claro! – sob o risco de se cair, caso contrário, numa contradição intolerável entre princípios e atitudes.

Se tudo pode ser questionado, então o amor faz parte desse tudo. Como faz parte o sexo, como faz parte a definição de fidelidade, de compromisso, de liberdade.
Daniel Cardoso
Links interessantes:
http://polyportugal.blogspot.com (escrevo para lá às Sextas)




Pedi um papel no restaurante onde me encontro para poder expressar por escrito aquilo que a minha voz calou…

14 01 2010

Estou distante do mundo que conheço, a trabalho, não por muito tempo, mas o suficiente para poder distanciar-me e refletir sobre as coisas que acontecem à minha volta.

Hoje um senhor por volta dos seus 80 anos falou-me sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo, falou aliás muito indignado. Perguntou-me o que eu achava, eu que era uma estranha para ele…  ele não conhece as minhas lutas, aquilo que acredito, aquilo de que sou constituida, aquilo que me faz sentir que a minha existência vale a pena.

Eu que por essência desencolveria um discurso bastante complexo e emotivo para tentar abrir os olhos de alguém que toda a vida os fechou para esta realidade, limitei-me apenas a dizer: “Todos nós temos direito” e calei-me. Esta frase para mim não se limitava apenas a falar do direito ao casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, ela tinha um propósito  muito mais abrangente. Naquele momento percebi que a noção de direitos que tenho não alcança, efectivamente, a realidade de muitas pessoas. E, aquele homem que me pareceu “tão boa pessoa” teve um discurso homofóbico.

Já de noite e depois de terminar o meu trabalho, aqui me encontro no restaurante a escrever. Já sentada e à espera do meu pedido, entra um grupo de jovens e começam a falar do casamento homossexual. A maioria mostrou uma posição contra a lei, apenas um rapaz se mostrou sensivel à questão fulcral do direito. Senti, que conseguiria refutar todos os argumentos que apresentaram. Tantas coisas disseram que me fizeram sentir que ainda muito há para fazer neste nosso país tão pequenino, mas cheio de egoísmo social.

Esse grupo falou também contra a adopção de crianças por casais homossexuais, falaram inclusive que os filhos adoptivos desses casais poderiam ser discriminados nas escolas. E então? Também há algum tempo atrás os filhos de pais divorciados, de famílias monoparentais também eram discriminados  na escola, e mesmo assim, a sociedade não colocou barreiras para um novo começo. A sociedade aprendeu a respeitar os filhos de pais divorciados, os filhos de familias monoparentais em específico de mães solteiras… não poderá aprender também a respeitar os filhos de casais homossexuais!?

Não é uma questão de “moda”, é uma questão de direito!

Nem todos os heterossexuais se casam mesmo tendo esse direito e acredito que nem todos os homossexuais se casarão, mas aqui, com esta nova lei, os casais homossexuais poderão tal como os casais heterossexuais escolher. Assim torna-se numa questão de escolha para todos/as.

Ainda, falaram dos orfanatos. Um dos rapazes disse: “as crianças poder-se-ão sentir menos mal com os pais homossexuais” – disse-o de uma maneira tão distante que parecia que a criança se livraria de um mal maior e que poderia te a oportunidade de conseguir um mal menor. Custa-me a crer que alguém me tivesse feito sentir isso… os orfanatos não podem ser uma desculpa ou um argumento, é verdade que esse argumento em parte é válido. É diferente a dedicação para uma criança de uma familia (com as diferentes configurações de familia) do que de um orfanato. Numa familia as redes que se estabelecem tem uma base comum que é a afectividade, num orfanato as redes que se estabelecem têm como pano de fundo o trabalho (mesmo que as pessoas o executem com afecto). É fulcral perceber que existem dois polos, mas estes são unicamente os orfanatos e as famílias adoptivas, sendo estas ultimas monoparentais, de casais heterossexuais, de casais homossexuais, etc.

Sei que a aprovação da nova lei foi também uma questão política, um jogo político, mas desta vez esse jogo político foi ao encontro da verdadeira cidadania.

Hoje percebi mais uma vez que a discriminação não está relacionada unicamente com a idade, nem com etnias, está implicitamente ou explicitamente ligada à indiferença para o que é diferente do nosso referencial.

Eu não quero tornar-me indiferente… nem ao que é diferente, nem ao que é igual a mim. Todos nós somos diferentes e iguais dependendo do que consideramos referencial. Lutar contra qualquer tipo de discriminação não é uma luta apenas de uns/umas, deverá ser uma luta de todos/as. A causa não é só de uns, é de todos/as.

Eu sou homem, branco, heterossexual e rico por isso as causas do feminismo, do racismo, da homofobia e do classismo, não são minhas.

Mas a minha mãe não teve as mesmas oportunidades de estudar que o meu pai porque é mulher, a minha irmã casou com um negro e tive uma sobrinha negra, o meu melhor amigo disse-me que era gay e apaixonei-me por uma rapariga de familia pobre.

 E agora as causas são minhas ou são dos outros?

Liliana Rodrigues





Violência Doméstica

10 01 2010

Reportagem do jornal Público apresenta os homicídios de 2009:

http://static.publico.clix.pt/homepage/infografia/sociedade/violenciaDomestica09/





NOVA LEI DE ACESSO AO CASAMENTO CIVIL

10 01 2010

A UMAR congratula-se pela aprovação pela Assembleia da República da lei que consagra o acesso ao casamento civil a pessoas do mesmo sexo, alargando esse direito a um grupo de pessoas historicamente excluído do seu usufruto.
A nova lei, apesar de representar um indiscutível progresso, estabelece, no entanto, novas discriminações e mantém um vazio legal em relação a um conjunto de situações de facto que carecem de regulamentação.
Em primeiro lugar, a lei hoje aprovada, ao explicitamente excluir a possibilidade de adopção de crianças, vem estabelecer uma distinção inaceitável, pressupondo que os casais constituídos por pessoas do mesmo sexo não estão, ao contrário dos restantes, habilitados para o exercício de funções de parentalidade.
A UMAR não entende esta consideração, em abstracto, de que os casais do mesmo sexo sejam menos capazes de promover o desenvolvimento físico intelectual e afectivo de uma criança, apenas como consequência da sua orientação sexual.
Trata-se de uma discriminação negativa, injusta e que não visa, efectivamente, proteger o “superior interesse” da criança. Apenas legitima e confirma o enorme preconceito ainda vigente na sociedade portuguesa relativamente a relações entre pessoas do mesmo sexo que são, por vezes “toleradas”, mas apenas e desde que não ultrapassem o domínio do privado.
E muito menos se compreende esta inequívoca exclusão, quando é por demais conhecido o elevado número de crianças institucionalizadas em Portugal.
Em segundo lugar, esta lei não responde a diversas situações de facto verificadas na sociedade e que carecem de regulamentação. Desde logo, as situações cada vez mais numerosas de crianças nascidas e criadas por casais constituídos por pessoas do mesmo sexo. No entender da UMAR, não estão devidamente assegurados os direitos das crianças já nascidas no seio de casais do mesmo sexo, nem os direitos e deveres dos seus pais e mães, biológicos e afectivos.
Por outro lado, a nova lei não modifica o acesso à reprodução medicamente assistida, que continua reservada a casais heterossexuais inférteis. Assim, e porque ser-se homossexual ou lésbica não significa obviamente que se seja infértil, os casais do mesmo sexo irão continuar a recorrer à reprodução sem recurso ao desejável apoio e acompanhamento médicos.
Não se compreende, num país com uma taxa de natalidade muito abaixo do desejável, que seja negado aos casais de pessoas do mesmo sexo o acesso à reprodução e em condições dignas.
A UMAR entende, assim, que muito há ainda a fazer em Portugal no sentido de que sejam efectivamente respeitados os direitos de conjugalidade e parentalidade entre pessoas do mesmo sexo, e por isso, continuará a lutar pela completa “remoção das barreiras” para uma efectiva igualdade de todos os cidadãos e cidadãs portugueses, no sentido da promoção de uma sociedade mais justa, inclusiva e com respeito pelos direitos humanos de todos e todas.
A Presidente, Maria José Magalhães





Casamento entre pessoas do mesmo sexo aprovado

10 01 2010

Vale a pena ler algumas notícias sobre a aprovação da proposta de lei do Governo que legaliza o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

http://www.publico.pt/Política/casamento-gay-aprovado-com-votos-da-esquerda_1416871

http://www.publico.pt/Política/um-brinde-a-liberdade-celebra-na-rua-a-decisao-do-parlamento_1416900

http://www.publico.pt/Política/mario-soares-diz-que-e-uma-questao-de-direitos-humanos_1416867

http://www.correiodominho.com/noticias.php?id=20861





FeministizARTE – O núcleo de Braga agradece …

15 12 2009

 

A UMAR-Braga deseja agradecer publicamente aos vári@s participantes – Artistas, Parceiros Institucionais e Privados, Convidadas, Voluntários e Voluntárias – quer a disponibilidade demonstrada para colaborarem connosco, quer o seu contributo para o FeministizARTE, o I Festival de Arte Feminista em Portugal.

Este projecto surgiu da necessidade observada de criar um “espaço” em Portugal para a Arte Feminista, capaz de tratar temas sociais para uma sociedade que se pretende igual em deveres e direitos, de apoiar quaisquer trabalhos artísticos neste domínio, desenvolvendo, paralelamente, uma rede de artistas, activistas, investigador@s e crític@s, possibilitando a sua expressão e visibilidade.

Desta forma, o FeministizARTE concorreu, por um lado, para a demarcação da Arte Feminista, que se caracteriza pela denúncia das desigualdades de género nas diversas arenas da sociedade actual e/ou pela desconstrução dos estereótipos, dos papéis de género e, sobretudo, do discurso dominante; e, por outro, para a apresentação de algumas obras dos diversos domínios de arte e de vári@s artistas.

De mais a mais, o contexto e o tempo onde actuamos geram obstáculos difíceis de ultrapassar, não sendo porém justificação para nos desviar dos nossos propósitos. Daí que, o facto de se ter realizado em Braga, no Norte de Portugal Continental, e apesar das nossas óbvias limitações, advém da necessidade de descentralização dos movimentos feministas e de actividade sócio-cultural.

Cremos, então, que os objectivos a que nos propusemos foram amplamente alcançados. As imagens podem comprovar! Queremos, todavia, apelar a todos e a todas para a continuidade deste esforço, instituindo de facto um “lugar” para a Arte Feminista e uma rede que facilite a visibilidade das obras artísticas deste carácter, não dando, portanto, como finalizado este projecto.

Até uma próxima!

P’lo Núcleo da UMAR-Braga,

Tatiana Mendes





FeministizARTE – Festival de Arte Feminista

22 11 2009

                                                                                                     

O Núcleo de Braga da UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta – vai trazer a arte feminista à cidade. De 27 a 29 de Novembro de 2009, Braga será ponto de encontro para diversas expressões artísticas, num projecto pioneiro a nível nacional.

Neste sentido, o núcleo dispôs-se a reunir, no Museu Regional de Arqueologia Dom Diogo de Sousa, no Museu Nogueira da Silva e na Torre de Menagem” e no Auditório Adelina Caravana do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, produtos artísticos de jovens criadores nacionais e internacionais das mais diversas áreas, relacionados com as temáticas feministas.

Trata-se, portanto, de um evento onde estarão reunidos, em Braga, produtos de artistas e activistas nacionais e internacionais de diferentes domínios da Arte e relacionados com os mais variados movimentos e concepções feministas. Nele se debaterá o ponto de encontro de ambos os conceitos, Arte e Feminismo. A UMAR-Braga pretende, através desta iniciativa, espelhar um feminismo plural e amplo, sob distintos olhares. Além disso, este evento mostra o envolvimento da cidade, que é visível através das instituições que se associaram ao projecto.

 As datas são significativas, uma vez que constituirão o culminar dos 16 Dias pela Eliminação da Violência de Género, acção promovida pela UMAR em vários pontos a nível nacional e cuja temática será também abordada no FeministizARTE pelo GATA (Grupo de Activismo e Transformação pela Arte), no dia 29 de Novembro. O FeministizARTE será, em suma, uma festa para a comunidade em geral, divulgando trabalhos de diversas áreas, tais como, as artes plásticas, a música, artes performativas e o audiovisual, sensibilizando-a para o(s) feminismo(s) e celebrando a Arte Feminista.

Em termos de programa, o FeministizARTE – Festival de Arte Feminista englobará exposições permanentes de livre acesso, contando com as participações de Ana Pereira, André Alves, Carla Cruz, Cristiana Miranda, Maciel Cardeira, Maria Lusitano Santos, Nádia Duvall, Poderiu, Renato Roque, Rosa Vaz, Suspiria Franklyn; e, apresentações pontuais com bilheteira, no auditório principal da Escola de Música Calouste Gulbenkian, de AbztraQt Sir Q., Carla Cruz, GATA (Grupo de Activismo e Transformação pela Arte), Flávio Rodrigues, Micaela Maia e Teresa Vila Verde.
A par destas, está agendada, para dia 28 de Novembro, uma tertúlia sobre Arte e Feminismos, no Museu Nogueira da Silva, com as presenças de Ana Gabriela Macedo, Ana Paula Canotilho, Angélica Lima Cruz, Cristiana Pena, Maria José Magalhães. Um momento que permitirá o debate sobre a arte feminista e sobre a sua expressão no panorama português.

Para acompanhar esta iniciativa poderá visitar o blog: http://feministizarte.wordpress.com/
Contactos: feministizarte@gmail.com ou umarbraga@gmail.com
Para mais informações sobre o Núcleo de Braga da UMAR: http://umarbraga.wordpress.com





16 dias de activismo pela eliminação da violência de género

17 11 2009

De 19 de Novembro a 11 de Dezembro, decorrerá a campanha 16 dias de activismo pela eliminação da violência de género inserida numa campanha internacional 16 Dias (www.campanha16dias.org.br).

De Norte a Sul, na Madeira e nos Açores, a UMAR dinamiza formações, debates, apresentações de livros, exposições, performances, teatros, seminários e outras actividades.

Visite o site da UMAR para saber mais informações. Contamos com a vossa participação!





Lei da Paridade não fecha portas à discriminação

14 11 2009

Depois de fechado um ciclo eleitoral e de assistirmos a um aumento subtancial de mulheres na política, será que a igualdade é mesmo uma realidade. O jornal Público procura respoder a esta questão. Aqui.





Participação de mulheres em cargos de topo está congelada

14 11 2009

PVCAIMI9JDCA3AHRCRCAY220N7CAG6FGEXCAUV5C8TCA3UXEWJCAZJQ4VDCA2FNQJGCA4LV5I9CANUWMHECAL9BEM1CA5A7Y3LCA6R746PCAXL4RQ7CABFZMT4CAVV2LJNCA4ZUOZSCACPA0H6CA9SK8DWUma notícia do jornal Público refere que “Em dez anos, o acesso de mulheres a lugares de direcção pouco se alterou. Os preconceitos, a gravidez ou o apoio à família ainda as penalizam”. Ver mais aqui.