Encerramento das comemorações do 1º aniversário do Núcleo de Braga da UMAR

29 03 2009

Festa Feminista anima Insólito Bar

As comemorações do 1º Aniversário do Núcleo de Braga da União de Mulheres Alternativa e Resposta – UMAR culminaram com a Festa Feminista, que encheu ontem o Insólito Bar de música, com a banda ‘The Clits’ e os dj’s DuArte e Pitt Pull. O evento também foi marcado pela divulgação dos vencedores do Concurso de Fotografia ‘Onde estão os feminismos?’.

Criado em 2006, ‘The Clits’ consiste num projecto electro-punk feminista, de cariz interventivo e performativo, composto por Ana Leorne (voz) e Lena F. (voz, guitarra e programações). Estes estrearam-se, editando sob a forma de EP The World Is A Mess But My Hair Is Perfect, que contém sete faixas, entre as quais Girl Next Door e Somebody Else’s Body. Também farão parte de uma compilação da campanha patrocinada pela LEVI’S, juntamente com Bonde Do Role, Juliette and The Licks, The Go! Team, Operator Please, entre outros.

Os dj’s DuArte e Pitt Pull deram continuidade à festa com música electrónica. DuArte iniciou o seu trabalho de dj em 1995 e assume residência no Insólito Bar há nove anos. É um dos co-fundadores da editora independente Meifumado. Pitt Pull faz parte da primeira geração de produtores portugueses de techno minimal. Desde 2001, o dj actua em diversos clubes e eventos nacionais, tendo também tocado na França, Inglaterra, Espanha e Brasil. Considera-se profundamente feminista.

As comemorações do 1º aniversário do Núcleo de Braga da UMAR marcaram todo o mês de Março, com actividades de cariz sociocultural e interventivo. Permitiram uma maior aproximação da associação aos mais variados públicos da comunidade bracarense.

O Núcleo começou, no dia 7 de Março, com uma tertúlia ‘As (R)evoluções do Dia Internacional da Mulher’ no sentido de pensar o surgimento, o percurso e a importância da efeméride na sociedade actual. Esta contou com a participação dos investigadores Carla Cerqueira e Pedro Pinto, da Universidade do Minho. Ainda dentro das celebrações do Dia Internacional da Mulher realizou a acção de rua ‘Feministiza-te’, que decorreu na Avenida Central. Seguiu-se o Concurso de Fotografia ‘Onde estão os feminismos?’. A Festa Feminista encerrou com muita música as comemorações. 

A UMAR Braga mostra-se muito satisfeita com a adesão de todas e todos às iniciativas. Faz um balanço extremamente positivo do primeiro ano de existência e promete apresentar novos projectos brevemente.

União de Mulheres Alternativa e Resposta
Núcleo de Braga

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Divulgação dos resultados do Concurso de Fotografia

29 03 2009

‘Onde estão os feminismos?’ foi o repto lançado pela UMAR

A Festa Feminista foi palco da divulgação dos resultados do Concurso de Fotografia ‘Onde estão os feminismos?’, uma iniciativa que, em parceria com o Estaleiro Cultural da Velha-a-Branca, fomentou, reconheceu e premiou a criatividade na área da fotografia, promovendo a reflexão sobre os feminismos.

A vencedora foi Ana Maria Sequeira da Costa Pinto, de Braga, premiada com uma Espada Pitoresca para duas pessoas (Smartbox). O seu trabalho fotográfico manifesta a dominação masculina presente na sociedade contemporânea.

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A menção honrosa foi entregue a Norberto Joel Martins Gomes, de Barcelos, cujo trabalho sobre a dualidade/multiplicidade de ser mulher foi reconhecido com uma Aventura (Smartbox).

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Para todos/as foram emitidos diplomas de participação no evento.

O júri do concurso foi composto pelo fotógrafo Hugo Delgado, João Loureiro (representante do Estaleiro Cultural Velha-a-Branca) e Anabela Santos (representante da UMAR).

Todos os trabalhados apresentados serão exposto no Estaleiro Cultural da Velha-a-Branca de 3 a 16 de Abril.

União de Mulheres Alternativa e Resposta
Núcleo de Braga





Acção de rua marca Dia Internacional da Mulher em Braga

9 03 2009

‘Feministiza-te’ por uma sociedade mais igual

O Núcleo de Braga da UMAR assinalou o Dia Internacional da Mulher com a acção de rua ‘Feministiza-te’. Na Avenida Central juntaram-se umaristas e simpatizantes da causa, por uma sociedade mais igual.

Durante a tarde de ontem foram levantados cartazes com slogans a remeter para a situação das mulheres em Portugal e no mundo. Nas comemorações do Dia Internacional da Mulher, o núcleo de Braga da UMAR mostrou que é importante assinalar as conquistas, mas não deixar no esquecimento as lutas que precisam de ser travadas em prol do bem-estar social de homens e mulheres, num mundo que se pretende justo.

Se as mulheres já conseguiram diversos avanços na área do trabalho, do ensino, da saúde, da política e da economia, ainda continuam a ser vítimas de discriminações múltiplas. De realçar os casos de violência doméstica, crimes de honra, tráfico humano, mutilação genital, entre outros. Dados recentes sustentam que as mulheres estão entre os grupos mais afectados pela pobreza em todo o mundo. Existe ainda muito trabalho a realizar no sentido da criação de leis e sobretudo da mudança de mentalidades.

hpim1926Paralelamente, no âmbito da campanha ‘Não sou cúmplice’, o núcleo de Braga colocou 43 bandeiras pretas sinalizadas num jardim da avenida, que correspondem ao número de mulheres assassinadas em 2008 vítimas de violência doméstica. Além disso, os elementos do núcleo entregaram autocolantes e panfletos de divulgação da campanha ‘Feministiza-te’, que visa consciencializar homens e mulheres para as grandes causas que preocupam hoje a UMAR e os/as feministas em geral, em Portugal e no mundo.

 

hpim1802Uma marcha pelo centro da cidade encerrou a iniciativa, que teve uma forte adesão da população bracarense, que questionou as/os umaristas sobre algumas problemáticas e que agradeceu pelo facto de mostrarem que é importante apresentar as mulheres como agentes de sucesso, mas não silenciar as opressões que continuam bem presentes.

 

 

União de Mulheres Alternativa e Resposta

Núcleo de Braga





CONVITE PARA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

1 03 2009

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O Núcleo de Braga da União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) vem por este meio convidar V.Exas. para participar numa Conferência de Imprensa, a decorrer na próxima Terça-Feira, dia 3 de Março, às 11h, no Estaleiro Cultural da Velha-a-Branca (Largo da Senhora-a-Branca, 23, Braga), na qual se apresentará o conjunto de actividades a decorrer ao longo do mês de Março, no âmbito da comemoração do primeiro aniversário do grupo bracarense. A tertúlia ‘As (R)evoluções do Dia Internacional da Mulher?’ marcará o início das celebrações da efeméride, sendo que no dia 8 de Março a UMAR Braga realizará a actividade de rua ‘Feministiza-te’, a qual decorrerá no centro da cidade. Seguir-se-á um Concurso de Fotografia que pretende lançar o repto às/aos bracarenses para descobrir ‘Onde estão os feminismos?’. O mês de Março terminará com a Festa UMAR no Insólito bar, que contará com a actuação de uma banda feminista.

Agradecemos a atenção dispensada.

Com os nossos melhores cumprimentos

União de Mulheres Alternativa e Resposta

Núcleo de Braga





Ciclo de Cinema Feminista: exibição de ‘Frida’

10 12 2008

act01162_ap2501A União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) – núcleo de Braga apresenta a 1ªedição do Ciclo de Cinema Feminista, que decorre nos dias 13 e 27 de Novembro e 11 de Dezembro de 2008. Cada sessão tem início às 21h:30.

A iniciativa visa fomentar a discussão, a reflexão e o intercâmbio de ideias sobre questões que inquietam os feminismos. Por isso, incorpora debates sobre as temáticas retratadas na tela, a saber: a homoparentalidade, aborto e arte.

11|Dez.|08
Frida (2002)

Interpretação: Salma Hayek, Alfred Molina, Antonio Banderas, Valeria Golino, Ashley Judd, Mía Maestro, Edward Norton, Geoffrey Rush e Roger Rees
Argumento: Clancy Sigal, Diane Lake, Gregory Nava, Anna Thomas
Realização: Julie Taymor
Produção: Sarah Green, Salma Hayek, Jay Polstein

Comentadora/Convidada UMAR: Ana Gabriela Macedo, docente do Instituto de Letras e Ciências Humanas da Universidade do Minho





Pelo direito de escolha

4 12 2008

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A história de Portugal tem episódios que fazem lembrar um filme neo-realista. Faz-nos reviver a cena de Vera Drake no dia em que a polícia entrou pela sua casa, num dia de celebração, para a levar para a esquadra. Teve que deixar a família para ser julgada por querer ajudar algumas raparigas. Estávamos nos anos 50, na fria Inglaterra, não em Portugal, no jardim plantado à beira mar, no soalheiro e acolhedor país dos brandos costumes, já no século XXI.

É importante recordar este trajecto feito de sofrimento, de violência, de clandestinidade, de humilhação, de vergonha, mas também de luta e solidariedade. Foram precisos muitos anos para conseguirmos a tão almejada mudança de lei, a qual faz parte de um passado bem recente. Há ainda muito trabalho a fazer nesta área, por isso o Núcleo de Braga da UMAR decidiu debater o aborto.

Há cerca de 30 anos que a luta pela despenalização do aborto marca a agenda política, pública e também mediática. A UMAR tem feito parte desta luta desde o início. Algumas mulheres foram humilhadas publicamente por terem ousado decidir o que queriam para a sua vida. Com elas, todas nós fomos julgadas e condenadas socialmente pela prática do aborto. E muitas outras mulheres, durante décadas, tiveram que enfrentar uma lei que não lhes permitia o direito a escolher uma maternidade consciente e desejada. O aborto era uma prática social corrente, realizada clandestinamente, em condições indignas e com a ameaça constante da denúncia e prisão.

Foram muitos anos de luta, com diversos episódios e protagonistas, pelo direito de escolha livre e consciente das mulheres. Depois de uma primeira tentativa fracassada, o dia 11 de Fevereiro de 2007 foi um marco histórico, que representa um avanço civilizacional notável no caminho da liberdade de escolha, o qual significa para as mulheres o direito a decidirem sobre as suas vidas e o seu futuro. A despenalização da interrupção voluntária da gravidez (IVG) ficou consagrada na Lei 16/2007 DE 17 ABRIL. Esta diz que a IVG é permitida se existir perigo de morte ou de grave e irreversível lesão para a mulher – sem limite; grave e duradoura lesão para o corpo ou para a saúde física ou psíquica da mulher – até às 12 semanas; doença ou malformação congénita – até às 24 semanas; crime contra a liberdade e autodeterminação sexual – até às 16 semanas; por opção da mulher – até às 10 semanas.

No entender da UMAR, defender esta lei é reconhecer às mulheres a maturidade para decidirem como querem construir a sua vida. É defender que quem quiser pode interromper uma gravidez não desejada sem que com isso imponha aos outros uma conduta moral. É importante termos a noção que a despenalização do aborto não obriga ninguém a abortar, antes permite que cada mulher tenha direito a escolher.

Porque é que continua a ser crucial debater esta questão?
Lançamos apenas algumas ideias.
Porque no distrito de Braga o “Não” venceu no referendo, apesar de a diferença não ser muito significativa.
Porque no início do passado mês de Novembro o Arcebispo Primaz de Braga, D. Jorge Ortiga disse que os “ataques” à família advêm também da “baixíssima natalidade” e da “terrível praga do aborto, alcandorada a “direito fundamental”, gratuito e não raras vezes proposto à mulher a quem não lhe são facultadas alternativas”.

Para reflectir sobre estas e muitas outras questões convidámos Margarida Vilarinho, formadora na área de saúde e vice-presidente da Civitas de Braga e Jorge Salgado, médico ginecologista e obstetra. 

Mais de um ano depois de alterar a lei, é preciso trazer para o debate a temática do aborto. A lei não resolve tudo. Será que 10 semanas é o suficiente, considerando que o processo ainda é moroso e o tempo urge? O aborto clandestino continua a existir depois deste período. Há ainda muitas lacunas nos hospitais que precisam de soluções urgentes. Há muitos médicos que são objectores de consciência. O interior do país tem mais dificuldades neste campo, dada a escassez de profissionais da área da saúde. É preciso insistir na sensibilização dos mais jovens. É importante criar um programa de educação sexual que seja aplicado em todas as escolas. È importante não culpabilizar socialmente quem decide ir em frente. É preciso prevenir para não ter que remediar. É preciso mudar ainda muitas mentalidades retrógradas. É preciso fazer mais hoje para ter reflexos amanhã.

P’lo Núcleo de Braga da UMAR
Carla Cerqueira





Ciclo de Cinema Feminista: exibição de ‘Vera Drake’

27 11 2008

act01162_ap250A União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) – núcleo de Braga apresenta a 1ª edição do Ciclo de Cinema Feminista, que decorre nos dias 13 e 27 de Novembro e 11 de Dezembro de 2008. Cada sessão tem início às 21h30. A iniciativa visa fomentar a discussão, a reflexão e o intercâmbio de ideias sobre questões que inquietam os feminismos. Por isso, incorpora debates sobre as temáticas retratadas na tela, a saber: a homoparentalidade, aborto e arte.

Imelda Staunton oferece-nos uma premiada interpretação, no papel de Vera Drake, uma devota esposa e mãe, na Inglaterra dos anos 50. Sem que a sua família saiba, Vera ajuda em segredo jovens mulheres a interromperem a sua indesejada gravidez. Quando é presa, o seu mundo desagrega-se, o que leva a um final dramático e emocionante.

REALIZADOR Mike Leigh
INTÉRPRETES Imelda Staunton, Philip Davis, Peter Wight, Daniel Mays, Alex Kelly, Adrian Scarborough, Heather Craney, Eddie Marsan, Ruth Sheen, Sally Hawkins.
“Vera Drake”, 2004, 120 min

Comentador/Convidado UMAR: Jorge Salgado (médico) e Margarida Vilarinho (Professora e formadora de Educação para a Saúde)