Ciclo de Cinema Feminista: exibição de ‘Frida’

10 12 2008

act01162_ap2501A União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) – núcleo de Braga apresenta a 1ªedição do Ciclo de Cinema Feminista, que decorre nos dias 13 e 27 de Novembro e 11 de Dezembro de 2008. Cada sessão tem início às 21h:30.

A iniciativa visa fomentar a discussão, a reflexão e o intercâmbio de ideias sobre questões que inquietam os feminismos. Por isso, incorpora debates sobre as temáticas retratadas na tela, a saber: a homoparentalidade, aborto e arte.

11|Dez.|08
Frida (2002)

Interpretação: Salma Hayek, Alfred Molina, Antonio Banderas, Valeria Golino, Ashley Judd, Mía Maestro, Edward Norton, Geoffrey Rush e Roger Rees
Argumento: Clancy Sigal, Diane Lake, Gregory Nava, Anna Thomas
Realização: Julie Taymor
Produção: Sarah Green, Salma Hayek, Jay Polstein

Comentadora/Convidada UMAR: Ana Gabriela Macedo, docente do Instituto de Letras e Ciências Humanas da Universidade do Minho

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Campanha FEMINISTIZA_TE

10 12 2008

MANIFESTO

FEMINISTIZA_TE

Na tentativa de incrementar uma mudança nas sociedades contemporâneas, reivindicamos um processo de feministização dos domínios político, económico e sociocultural. Exigimos a erradicação das práticas discriminatórias que transformam as mulheres em indivíduos de segunda. Levantamos a voz pela consecução da Igualdade de Género.

A militância feminista trouxe conquistas indubitáveis para a arena dos direitos das mulheres ocidentais, reflectidas designadamente no direito ao voto, à propriedade e ao divórcio, no acesso ao ensino e ao mercado de trabalho, na autonomia sobre o seu corpo. Contudo, a igualdade entre homens e mulheres não existe em nenhuma parte do planeta, prevalecendo repudiáveis violações dos direitos fundamentais.

Em todo o mundo, um bilião de mulheres, ou uma em cada três, foram violadas, espancadas ou sofreram algum tipo de violência. Uma em cada cinco mulheres será vítima ou sofrerá, pelo menos, uma tentativa de violação durante a sua vida. Os crimes de honra vitimam cinco mil mulheres anualmente, tendo particular incidência na Índia, Brasil, Marrocos, Paquistão, Turquia, Irão e Reino Unido. Em todo o mundo, faltam cerca de 60 milhões de mulheres devido ao feticídio e infanticídio. As mulheres jovens constituem 60% das vítimas de violência sexual em todo o planeta. Em contextos de conflito bélico, a violência sexual contra mulheres é usada como forma de intimidação, humilhação e vingança. Na Serra Leoa, por exemplo, entre 50 e 64 mil mulheres foram violadas por grupos armados. Todos os anos, quatro milhões de mulheres, homens e crianças são vítimas de tráfico, encontrando como destinos a prostituição, trabalho escravo, pornografia e mendicidade. Estima-se que dois milhões de crianças com idades compreendidas entre os 4 e os 12 anos sejam, anualmente, vítimas da Mutilação Genital Feminina. As mulheres representam 70% dos pobres em todo o mundo, realizam 2/3 do trabalho e auferem apenas 10% dos rendimentos mundiais. Embora as mulheres constituam a maioria do eleitorado, 84% dos parlamentares são homens.

Feministizemo_nos para:

1. Alargar a participação das mulheres na arena política, tornando-as vozes activas na mudança social;

2. Apostar na educação para a saúde, conscientizando para os efeitos nocivos de comportamentos de risco ao nível da sexualidade, dieta alimentar e consumo de aditivos;

3. Assegurar a vivência da sexualidade isenta de opressão, repressão ou coacção;

4. Banir o assédio moral e sexual das relações interpessoais, especialmente as de carácter laboral;

5. Circunscrever a violência física, psicológica e sexual contra homens e mulheres, promovendo a prevenção, educação e sensibilização dos indivíduos;

6. Combater a homofobia, racismo, xenofobia, e misoginia;

7. Combater a selecção pré-natal do sexo dos bebés, ritualizada através do feticídio;

8. Combater o casamento forçado de milhares de crianças e mulheres;

9. Digladiar contra a reprodução dos estereótipos de género na publicidade e nos média, incentivando a feministização das práticas jornalísticas;

10. Educar para a erradicação do duplo padrão de sexualidade, que julga de modo diferente iguais comportamentos em função do sexo a que o individuo pertence;

11. Erradicar o patriarcado das sociedades contemporâneas, cultivando, ao invés, uma maior equidade e justiça;

12. Erradicar os crimes de honra (apedrejamento, ataques com ácido, espancamento, …) que vitimam milhares de mulheres;

13. Erradicar práticas culturais nocivas e extremamente violentas como a Mutilação Genital Feminina;

14. Exigir a reformulação dos sistemas judiciais corrosivos dos direitos individuais;

15. Fomentar uma distribuição justa nas tarefas domésticas, tornando as funções de housekeeper e childcare em incumbências de ambos os sexos;

16. Garantir o acesso ao sistema de ensino de rapazes e raparigas, promovendo a sua participação em espaços culturais e recreativos;

17. Garantir o acesso das mulheres à propriedade e ao controlo dos bens de raiz;

18. Libertar o corpo feminino das determinações políticas e sociais;

19. Nivelar as remunerações de mulheres e homens que desempenham as mesmas funções, fazendo singrar a máxima ‘salário igual para trabalho de valor equivalente’;

20. Pelejar contra a esterilização forçada e outras práticas reprodutivas ofensivas dos direitos das mulheres;

21. Pôr fim ao tráfico de seres humanos que escraviza milhares de homens, mulheres e crianças em todo o mundo;

22. Promover a participação equitativa de homens e mulheres no mercado de trabalho, garantindo iguais condições de acesso, formação, permanência e ascensão;

23. Recusar a transformação do corpo da mulher num instrumento bélico;

24. Reduzir a taxa de mortalidade materno-infantil, defendendo uma melhor distribuição dos métodos de contracepção, a despenalização do aborto, uma assistência médica qualificada e cuidados de obstetrícia;

25. ….

Nós feministizámo_nos. E tu?

Blogue da campanha: http://feministizate.wordpress.com/





Campanha ‘Feministiza_te’

8 12 2008

CONFERÊNCIA DE IMPRENSA – DIA 10 DE DEZEMBRO (4ºFEIRA), 10h30
 
‘FEMINISTIZA_TE’ PELA IGUALDADE DE GÉNERO

logotipo 

O Núcleo de Braga da União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) vem por este meio convidar V.Exas. para uma Conferência de Imprensa, a decorrer na próxima Quarta-Feira, dia 10 de Dezembro, às 10h30, no Estaleiro Cultural da Velha-a-Branca (Largo da Senhora-a-Branca, 23, Braga), na qual se lançará a campanha anual ‘Feministiza-te’. Enquadrada no Dia dos Direitos Humanos, esta campanha da UMAR visa sensibilizar mulheres e homens para a adopção de uma perspectiva feminista no sentido da consecução da Igualdade de Género.

Com início no distrito de Braga, onde se desenvolverão inúmeras actividades socioculturais e pedagógicas, a campanha ‘Feministiza-te’ pretende estender-se a todo o país, bem como envolver ONG’s internacionais. Durante um ano a UMAR vai tentar mobilizar a sociedade para a importância dos feminismos na actualidade. Porque não podemos ficar indiferentes face às inúmeras violações dos direitos humanos, porque não queremos ser testemunhas passivas da desigualdade, apelamos à consciencialização. Por tudo isto “Feministiza-te”.
 
Com os nossos melhores cumprimentos

UMAR-Braga
União de Mulheres Alternativa Resposta





6|12|89: Massacre antifeminista em Montreal

6 12 2008

medium_feminicide_de_polytechnique

Em 6 de Dezembro de 1989, Marc Lépine invadiu armado a Escola Politécnica de Montreal. Entrou numa sala, ordenou aos homens que saíssem e disparou sobre as mulheres, gritando: “Eu odeio feministas!”. Matou 14 mulheres e depois suicidou-se. Junto dele, foi encontrada uma lista com o nome de mulheres proeminentes que ele queria também assassinar.

No Canadá, 6 de Dezembro é assinalado como o Dia Nacional de Acção contra a Violência sobre as Mulheres. A bandeira do Québec é hasteada na Assembleia Nacional e não há aulas no Politécnico. ONG’S e centros de apoio a mulheres desenvolvem iniciativas de sensibilização de todas e todos no sentido de erradicar os infindáveis atentados contra os direitos humanos.

Nós, feministas, recordamos as 14 vítimas deste massacre antifeminista, bem como todas as mulheres que diariamente sofrem da violência machista vociferada pelo patriarcado! 

“LE FÉMINISME N’A JAMAIS TUÉ PERSONNE – LE MACHISME TUE TOUS LES JOURS”

P’lo Núcleo de Braga da UMAR
Anabela Santos





Ciclo de Cinema Feminista: exibição de ‘Vera Drake’

27 11 2008

act01162_ap250A União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) – núcleo de Braga apresenta a 1ª edição do Ciclo de Cinema Feminista, que decorre nos dias 13 e 27 de Novembro e 11 de Dezembro de 2008. Cada sessão tem início às 21h30. A iniciativa visa fomentar a discussão, a reflexão e o intercâmbio de ideias sobre questões que inquietam os feminismos. Por isso, incorpora debates sobre as temáticas retratadas na tela, a saber: a homoparentalidade, aborto e arte.

Imelda Staunton oferece-nos uma premiada interpretação, no papel de Vera Drake, uma devota esposa e mãe, na Inglaterra dos anos 50. Sem que a sua família saiba, Vera ajuda em segredo jovens mulheres a interromperem a sua indesejada gravidez. Quando é presa, o seu mundo desagrega-se, o que leva a um final dramático e emocionante.

REALIZADOR Mike Leigh
INTÉRPRETES Imelda Staunton, Philip Davis, Peter Wight, Daniel Mays, Alex Kelly, Adrian Scarborough, Heather Craney, Eddie Marsan, Ruth Sheen, Sally Hawkins.
“Vera Drake”, 2004, 120 min

Comentador/Convidado UMAR: Jorge Salgado (médico) e Margarida Vilarinho (Professora e formadora de Educação para a Saúde)





Vamos ‘feministizar’ Braga?!

11 10 2008

A UMAR está decidida a ecoar os feminismos pelos quatro cantos de Bracara Augusta. Após um interregno de algumas semanas, o grupo volta a reunir-se no Estaleiro Cultural da Velha-a-Branca, às 5feiras, 21h:30.

Com um grupo mais alargado – que redunda num inevitável acréscimo de conhecimentos e experiências –, a UMAR Braga está a preparar a próxima acção: o Ciclo de Cinema Feminista. Não o deslindando inteiramente, garantimos que vai surpreender! Homoparentalidade, prostituição, aborto e arte feminista são as temáticas que vão repletar a tela e as mesas de discussão. Curios@s? Terão de aguardar mais um pouco para conhecer todos os seus pormenores.

Mas as acções não se esgotam aqui. A agenda da UMAR Braga integra ainda outras actividades, designadamente formações em feminismos, debates, performances e intervenção social.

Porque o objectivo é ‘feministizar’ Braga, o núcleo está aberto a tod@s que desejem colaborar. Não há prazos de inscrições, não há critérios de recrutamento, não há a imposição de uma voz única. A vontade de erradicar os comportamentos discriminatórios é o que nos move. Feministiza-te com a UMAR!





Nem todos gostam de “comer relva”

22 04 2008

Dia 16 de Abril de 2008.
Campus de Gualtar da
Universidade do Minho.
Junto ao Complexo Pedagógico II e ao simbólico Prometeu, uma turma de caloiros obedecia às ordens de alguns “doutores”. No dia em que os estudantes se manifestavam contra a forma como o Processo de Bolonha foi conduzido e contra o valor das propinas, alunos que já entraram no ensino superior há sete meses mantinham-se deitados de barriga para baixo, com a cara rente à relva, em mais uma sessão de praxe. Dentro do edifício, o núcleo de Braga da União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) promovia mais uma conferência integrada na Feira Pedagógica, levada a cabo pela Associação Académica da Universidade do Minho. Estas imagens, que podiam ser observadas em simultâneo, mostram que, enquanto alguns se entretêm à volta da relva, há jovens com ideais e com coragem para lutar por eles, mesmo que sejam polémicos, como é seguramente falar de feminismo numa sociedade machista. Basta ver que um artigo sobre o feminismo publicado na versão online do ComUM, dirigido sobretudo ao público universitário, provocou comentários de nível muito baixo, feitos sob a capa do anonimato. Independentemente de se concordar ou não com as propostas que são apresentadas, e que são discutíveis, este esforço de promoção do debate é louvável, num contexto que não favorece a participação cívica.

Houve tempos em que se falou de uma geração rasca, que supostamente foi substituída pela geração à rasca. Contra todos os epítetos, há jovens que estão dispostos a tentar deixar a sua marca nos sítios por onde passam, mesmo que o que propõem seja incómodo e não agrade a muita gente. A blogosfera e a Internet são instrumentos que usam para a participação cívica, mas a sua actividade não se fica pelo mundo virtual. Há jovens – em termos de idade ou de espírito – que estão em múltiplas frentes a combater a bovinidade que continua a imperar vezes sem conta. Pelo nosso futuro colectivo, esperemos que haja cada vez menos quem goste de “comer” relva.

Luísa Teresa Ribeiro, Diário do Minho