‘Feministiza-te’ disponível em seis idiomas

11 03 2009

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Na tentativa de incrementar uma mudança nas sociedades contemporâneas, reivindicamos um processo de feministização dos domínios político, económico e sociocultural. Exigimos a erradicação das práticas discriminatórias que transformam as mulheres em indivíduos de segunda. Levantamos a voz pela consecução da Igualdade de Género.

A Campanha ‘Feministiza-te’, criada pelo núcleo de Braga da UMAR e lançada no Dia dos Direitos Humanos (10 de Dezembro), visa sensibilizar mulheres e homens para a adopção de uma perspectiva feminista no sentido da concretização da Igualdade de Género. Com a duração de um ano, a campanha parte de Braga – com a realização de iniciativas diversas – para se afirmar em Portugal e no mundo.

A petição online ‘Feministiza-te’ – que expõe as reivindicações feministas do núcleo de Braga – está traduzida em seis idiomas, no sentido de alargar a iniciativa a vozes de todo o mundo: português, inglês, francês, italiano, espanhol e russo. Pretende-se uma consciencialização social mundial (de homens e mulheres) para problemáticas que necessitam de uma resposta urgente. No âmbito desta campanha, que culminará a 10 de Dezembro de 2009, o núcleo de Braga da UMAR tem previstas várias iniciativas de índole sóciocultural e pedagógica. 

Campanha ‘Feministiza-te’

http://www.my-cause.com/cause/feministizate

 

‘Feministize yourself’ Campaign

http://www.ipetitions.com/petition/feministizeyourself/

 

Campagne ‘Feministize-toi!’

http://www.ipetitions.com/petition/feministizetoi/

 

Campaña ‘Femenistizate!’

http://www.ipetitions.com/petition/femenistizate/

 

Campagna ‘Femministizzati!’

http://www.ipetitions.com/petition/femministizzati/

 

 Кампания ‘Феминистизуйся!

http://www.ipetitions.com/petition/feministizate/

 

União de Mulheres Alternativa e Resposta

Núcleo de Braga

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Acção de rua marca Dia Internacional da Mulher em Braga

9 03 2009

‘Feministiza-te’ por uma sociedade mais igual

O Núcleo de Braga da UMAR assinalou o Dia Internacional da Mulher com a acção de rua ‘Feministiza-te’. Na Avenida Central juntaram-se umaristas e simpatizantes da causa, por uma sociedade mais igual.

Durante a tarde de ontem foram levantados cartazes com slogans a remeter para a situação das mulheres em Portugal e no mundo. Nas comemorações do Dia Internacional da Mulher, o núcleo de Braga da UMAR mostrou que é importante assinalar as conquistas, mas não deixar no esquecimento as lutas que precisam de ser travadas em prol do bem-estar social de homens e mulheres, num mundo que se pretende justo.

Se as mulheres já conseguiram diversos avanços na área do trabalho, do ensino, da saúde, da política e da economia, ainda continuam a ser vítimas de discriminações múltiplas. De realçar os casos de violência doméstica, crimes de honra, tráfico humano, mutilação genital, entre outros. Dados recentes sustentam que as mulheres estão entre os grupos mais afectados pela pobreza em todo o mundo. Existe ainda muito trabalho a realizar no sentido da criação de leis e sobretudo da mudança de mentalidades.

hpim1926Paralelamente, no âmbito da campanha ‘Não sou cúmplice’, o núcleo de Braga colocou 43 bandeiras pretas sinalizadas num jardim da avenida, que correspondem ao número de mulheres assassinadas em 2008 vítimas de violência doméstica. Além disso, os elementos do núcleo entregaram autocolantes e panfletos de divulgação da campanha ‘Feministiza-te’, que visa consciencializar homens e mulheres para as grandes causas que preocupam hoje a UMAR e os/as feministas em geral, em Portugal e no mundo.

 

hpim1802Uma marcha pelo centro da cidade encerrou a iniciativa, que teve uma forte adesão da população bracarense, que questionou as/os umaristas sobre algumas problemáticas e que agradeceu pelo facto de mostrarem que é importante apresentar as mulheres como agentes de sucesso, mas não silenciar as opressões que continuam bem presentes.

 

 

União de Mulheres Alternativa e Resposta

Núcleo de Braga





Concurso de Fotografia “Onde estão os feminismos?”

7 03 2009

imagem12De 7 a 14 de MAR 2009
Entrega de Trabalhos Fotográficos

A União de Mulheres Alternativa e Resposta desafia todos e todas a participar no Concurso de Fotografia “Onde estão os feminismos?”. O objectivo consiste em fomentar, reconhecer e premiar a criatividade na área da fotografia, ao mesmo tempo que promove a reflexão sobre feminismos na actualidade.

Parceiro nesta iniciativa, o Estaleiro Cultural da Velha-a-Branca exporá a totalidade dos trabalhos em concurso. O júri do concurso é encabeçado pelo fotógrafo Hugo Delgado.
A inscrição é gratuita!

 

 

REGULAMENTO:

1. OBJECTIVO
O objectivo deste concurso consiste em fomentar, reconhecer e premiar a criatividade na área da fotografia, ao mesmo tempo que promove a reflexão sobre os feminismos na actualidade

2. TEMA
O Concurso procura responder à interpelação actual:
“ Onde estão os feminismos?”.

3. PARTICIPANTES
A participação neste concurso é aberta a todos os cidadãos que aceitem as condições expressas no presente regulamento. Os membros do júri e da comissão organizadora do concurso estão impedidos de concorrer.

4. INSCRIÇÃO
A inscrição é gratuita e as fotografias não podem ter sido publicadas anteriormente, nem apresentadas noutro concurso. Os participantes deverão no entanto enviar os seus dados pessoais (nome, morada, contacto, idade, profissão, pseudónimo) para umarbraga@gmail.com.

5. DATA DE ADMISSÃO
A data limite para a apresentação dos trabalhos é o dia 14 de Março, inclusive. Não serão admitidas fotografias após a data indicada.

6. CONDIÇÕES TÉCNICAS
Só será admitido o número máximo de 2 fotografias por participante. Serão admitidas fotografias tiradas com máquinas digitais ou analógicas desde possuam o formato JPEG ou TIF MÍNIMO: 72 DPI [com o mínimo de compressão] (impressão posterior, pela organização, em formato A3).

7. PARTICIPAÇÃO
As inscrições serão efectuadas através do envio do e-mail conforme descrito no ponto 4 deste regulamento e posteriormente confirmada através do envio das fotografias em CD-ROM para a seguinte morada:

UMAR Braga – Concurso de Fotografia
Estaleiro Cultural Velha-a-Branca
Largo da Senhora-a-Branca
Avenida 31 de Janeiro, nº23
Braga

8. DIREITOS
Os autores das fotografias concedem à UMAR as faculdades de utilização, difusão, exibição e reprodução daquelas, para fins promocionais e culturais, devendo sempre incluir o nome do autor da fotografia. Os participantes no concurso garantem e responsabilizam-se perante a UMAR pelo cumprimento das disposições relativas a propriedade intelectual e de direitos de imagem sobre as fotografias apresentadas, declarando que a sua difusão e/ou reprodução no quadro do concurso ou outro, não lesam nem prejudicam quaisquer direitos de terceiros.

9. JURI
O júri receberá as fotos acompanhadas apenas do pseudónimo do autor. Este é composto por:
– Hugo Delgado (Fotógrafo)
– Representante do Estaleiro Cultural Velha-a-Branca
– Anabela Santos (Representante da UMAR)

10. EXPOSIÇÃO DOS TRABALHOS
Todos os trabalhos serão expostos no Estaleiro Cultural Velha-a-Branca entre os dias 3 e 16 de Abril de 2009. 

11. FOTOGRAFIAS VENCEDORAS
A divulgação e entrega dos prémios aos vencedores serão feitas no dia 28 de Março (sábado) de 2009, no decurso de uma Festa Feminista organizada pela UMAR no Insólito Bar. Serão ainda publicados na imprensa e no blogue do núcleo de Braga: www.umarbraga.wordpress.com.

Para os premiados que não possam estar presentes na entrega dos prémios, estes podem ser levantados no prazo máximo de 30 dias ou ser enviados pelo correio bastando para tal, que nos seja solicitado.

12. PRÉMIOS
Serão atribuídos prémios e diplomas ao primeiro classificado e a uma menção honrosa. Para todos os restantes serão emitidos diplomas de participação no evento.

Os prémios serão:
1º classificado: Escapada Pitoresca/2 pessoas (SmartBox)
Menção Honrosa: Actividade Aventura (SmartBox)

O Júri reserva o direito a destacar mais trabalhos sem que isso seja motivo para outorga de prémio.

13. ACEITAÇÃO
A participação neste concurso supõe a plena aceitação de todas as regras do regulamento do concurso sendo a decisão do júri irrevogável.

 

Concurso integrado nas Comemorações do 1º aniversário do Núcleo de Braga da UMAR e nas Comemorações do Dia Internacional da Mulher 2009. Mais informações: umarbraga@gmail.com.





1º Aniversário do Núcleo de Braga da UMAR

3 03 2009

No âmbito do 1º Aniversário do Núcleo de Braga da União de Mulheres Alternativa e Resposta, propomos um mês de Março recheado de iniciativas que prometem expressar os feminismos em Bracara Augusta. 

 

Tertúlia ‘As (R)evoluções do Dia Internacional da Mulher’

tertulia3Sáb. 7 MAR, 21h45
Estaleiro Cultural da Velha-a-Branca
Moderação: Sara Magalhães |UMAR

A União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) convida todas e todos para a tertúlia ‘As (R)evoluções do Dia Internacional da Mulher’ no sentido de pensar o surgimento, o percurso e a importância da efeméride na sociedade actual.

Carla Cerqueira
Doutoranda em Ciências da Comunicação
Universidade do Minho

Não há um consenso quanto ao marco histórico que esteve na origem do Dia Internacional da Mulher. No entanto, as posições predominantes apontam para a luta das operárias por melhores condições de vida. Sabe-se que o Dia Internacional da Mulher foi proposto por Clara Zetkin, em 1910, no II Congresso Internacional de Mulheres Socialistas. Existe, portanto, uma omissão da verdade histórica que está na génese da efeméride, mas a partir dessa altura começou a celebrar-se o dia em vários países. A data de 8 de Março tornou-se preponderante e em 1975 a ONU instituiu a efeméride, que se começou a celebrar em Portugal desde essa altura. Mais de trinta anos depois, várias foram as conquistas, mas há ainda um longo caminho a percorrer nas mais variadas áreas.

Pedro Pinto
Investigador em Psicologia Social na área de Estudos de Género e Teorias do Corpo
Universidade do Minho

No dia em que celebramos a conquista de liberdades, urge que questionemos os novos significados do discurso “mulher” na nossa sociedade. De que mecânicas se alimenta hoje o sexismo? Quais as formas de opressão das novas indústrias para mulheres? Quais as implicações de uma identidade “feminina” construída por uma ideologia de consumo?
Partindo de uma leitura feminista queer das linguagens mediáticas actuais, propõe-se reflectir sobre as políticas de representação da mulher e do corpo “feminino” no capitalismo contemporâneo.

 

Acção de rua: ‘Feministiza-te’

accao-de-ruaDom. 8 MAR, 15H30
Avenida Central

A União de Mulheres Alternativa e Resposta convida as/os bracarenses a juntar-se à acção de rua ‘Feministiza-te’, na qual serão acenados cartazes com slogans a remeter para a situação da mulher em Portugal e no mundo.
Paralelamente, no âmbito da campanha ‘Não sou cúmplice’, o núcleo de Braga colocará 43 bandeiras pretas sinalizadas num jardim do centro que correspondem ao número de mulheres assassinadas em 2008 vítimas de violência doméstica.

 

Concurso de Fotografia ‘Onde estão os feminismos?’

imagem11De 7 a 14 de MAR 2009
Entrega de Trabalhos Fotográficos

A União de Mulheres Alternativa e Resposta desafia todos e todas a participar no Concurso de Fotografia “Onde estão os feminismos?”. O objectivo consiste em fomentar, reconhecer e premiar a criatividade na área da fotografia, ao mesmo tempo que promove a reflexão sobre feminismos na actualidade.

Parceiro nesta iniciativa, o Estaleiro Cultural da Velha-a-Branca exporá a totalidade dos trabalhos em concurso. O júri do concurso é encabeçado pelo fotógrafo Hugo Delgado.
A inscrição é gratuita!

O regulamento do concurso estará on-line dentro de poucos dias.  

 

Festa Feminista UMAR

the-clitsSáb. 28 MAR, a partir das 23h
Insólito Bar

A comemoração do 1º Aniversário do Núcleo de Braga culmina com a Festa Feminista, que contará com a actuação dos ‘The Clits’. Criado em 2006, consiste num projecto electro-punk feminista, de cariz interventivo e performativo, composto por Ana Leorne (voz) e Lena F. (voz, guitarra e programações). Estes estrearam-se, editando sob a forma de EP, The World Is A Mess But My Hair Is Perfect, que contém sete faixas, entre as quais Girl Next Door e Somebody Else’s Body. Também farão parte de uma compilação da campanha patrocinada pela LEVI’S, juntamente com Bonde Do Role, Juliette and The Licks, The Go! Team, Operator Please, entre outros.
Os dj’s DuArte e Pitt Pull darão continuidade à festa com música electrónica.
DuArte iniciou o seu trabalho de dj em 1995 e assume residência no Insólito Bar há nove anos. É um dos co-fundadores da editora independente Meifumado.
Pitt Pull, por seu turno, faz parte da primeira geração de produtores portugueses de techno minimal. Desde 2001, o dj actua em diversos clubes e eventos nacionais, tendo também tocado na França, Inglaterra, Espanha e Brasil. É profundamente feminista.

A UMAR divulgará na Festa Feminista o trabalho fotográfico vencedor, atribuindo o respectivo prémio e também uma menção honrosa. 

A entrada é de 3 euros.
Participe!

União de Mulheres Alternativa e Resposta

Núcleo de Braga





CONVITE PARA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

1 03 2009

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O Núcleo de Braga da União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) vem por este meio convidar V.Exas. para participar numa Conferência de Imprensa, a decorrer na próxima Terça-Feira, dia 3 de Março, às 11h, no Estaleiro Cultural da Velha-a-Branca (Largo da Senhora-a-Branca, 23, Braga), na qual se apresentará o conjunto de actividades a decorrer ao longo do mês de Março, no âmbito da comemoração do primeiro aniversário do grupo bracarense. A tertúlia ‘As (R)evoluções do Dia Internacional da Mulher?’ marcará o início das celebrações da efeméride, sendo que no dia 8 de Março a UMAR Braga realizará a actividade de rua ‘Feministiza-te’, a qual decorrerá no centro da cidade. Seguir-se-á um Concurso de Fotografia que pretende lançar o repto às/aos bracarenses para descobrir ‘Onde estão os feminismos?’. O mês de Março terminará com a Festa UMAR no Insólito bar, que contará com a actuação de uma banda feminista.

Agradecemos a atenção dispensada.

Com os nossos melhores cumprimentos

União de Mulheres Alternativa e Resposta

Núcleo de Braga





A Origem do Desconhecimento…e dos Preconceitos…

27 02 2009

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A UMAR Braga condena vivamente a atitude que a PSP de Braga teve em relação à pintura A Origem do Mundo, de Gustave Courbet, que data de 1866 e que se encontra exposta no Museu d’Orsay, em Paris. O facto tem sido alvo de muita polémica. Ainda bem que as opiniões que condenam este acto têm vindo massivamente para a esfera pública. É sinal que ainda existe democracia e que as pessoas não ficam no silêncio perante actos ignóbeis como o que se passou recentemente numa Feira do Livro em saldos, na cidade de Braga.

Apreensão de um nu feminino encarado como pornografia. Consideramos que de um ponto de vista feminista, esta apreensão é completamente vergonhosa, pois demonstra a diabolização da nudez e dos órgãos genitais, que cria uma concepção que associa a pornografia a tudo o que é obsceno e mau. O corpo feminino, na sua essência, exposto, despido de preconceitos, não pode estar na esfera pública, uma vez que é, conforme a ideologia cristã, considerado negativo, pecaminoso, poluto, odioso… Enfim, fonte de mal, daí que deva ser enclausurado…deixado nos recantos do prazer carnal, condenado por ser causador de satisfação…Há que o punir, que o reprimir, que o tornar puritano, que o esconder dos olhares de quem já devia saber onde está A Origem do Mundo.

Não há justificações para este episódio. É simplesmente impensável que se apreendam livros porque não se gosta da capa… ou porque se desconhece que se trata de uma pintura…ou porque se tem um preconceito em relação ao corpo… ou porque não se entende muito bem do que se trata (parece que as aulas de português fazem falta… Pornocracia não é sinónimo de Pornografia…).

A PSP é uma instituição que tem como função garantir os direitos e deveres fundamentais das pessoas. Não deve desrespeitar as liberdades e neste caso a liberdade de expressão foi completamente castrada. Onde está a legitimidade para tal atitude? Não se deve admitir que se extrapole os poderes que se possui…

Começa-se com episódios marcados por uma censura impressionante, numa atitude de retrocesso ao período ditatorial. Já não se pode sair das regras moralistas de uma sociedade que necessita de uma revolução de mentalidades em vários domínios. As mentes poluídas pela evolução social, pela liberdade de ideias começam a sentir uma certa auto-censura… Já não se pode pensar, dizer, mostrar…nem as obras artísticas que têm reconhecimento mundial. Aí está…a origem do desconhecimento, da ignorância, do moralismo, da hipocrisia… do autoritarismo…

Não nos podemos esquecer que esta obra demonstra um acto estético da maior importância, de um pintor que não se conformava com a sociedade em que vivia, que não tinha preconceitos, que mostrava um avanço de mentalidade…Mas parece que no século XXI ainda há quem esteja alguns séculos atrás…

 

P’lo Núcleo de Braga da UMAR

Carla Cerqueira





Espalhando os feminismos em…Fafe

23 02 2009

A violência doméstica e violência no namoro estiveram em debate no auditório da Biblioteca Municipal de Fafe, no último dia 21 de Fevereiro, numa iniciativa da Juventude Socialista. 

A representante da Amnistia Internacional, a Dra. Maria Augusta alertou para o panorama internacional e europeu da mulher, que sofre uma violência multifacetada constituindo, assim, uma perpetuação da violação dos direitos humanos. 

A Gestora do apoio à Vítima de Braga, a Dra. Teresa Sofia Silva focou precisamente a violência doméstica, no seu contexto, causas e consequências, bem como desmistificou vários pontos ligados ao contexto da violência na família. A violência que surge, igualmente, no contexto do namoro como sublinhou a Dra. Cristiana Silva, da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG), apresentando números assustadores que apontam que um em cada quatro jovens estaria nesta situação. As pressões, ciúmes, vigilância e desconfiança nas situações de namoro sendo vistas pelas vítimas como naturais e uma prova de amor e preocupação.

O crime público da Violência Doméstica não podendo ser visto sem uma actuação das forças policiais, a presença de dois agentes do Núcleo de Investigação e Apoio ás Vítimas (NIAVE – GNR) foi importante para explicar o acompanhamento e a investigação das situações de violência contra mulheres, crianças e idosos.

Essa violência está relacionada com as questões de género e de poder, neste sentido o nosso núcleo foi representado por Sylvie Silva Oliveira, que terminou com a análise do fenómeno através de uma perspectiva feminista. A igualdade de género sendo essencial para eliminar situações de patriarcado, discriminações e dominação entre homens e mulheres.

P’lo Núcleo de Braga da UMAR

Texto: Sylvie Oliveira
Vídeo: Anabela Santos