Mulheres desistem mais das Engenharias e Ciências

10 03 2011

São mulheres que, em vez, de optarem pelas áreas das Ciências Sociais ou da Educação, seguiram cursos ligados às Engenharias ou às Ciências. É sobre esta realidade que a investigadora Luísa Saavedra, da Escola de Psicologia da Universidade do Minho, se debruça para desenvolver o projecto “Mulheres nas Ciências, Engenharias e Tecnologias: o efeito do oleoduto que pinga”. Com base numa amostra de 100 mulheres, o estudo demonstra que existe ainda uma prevalência de “estereótipos de géneros”, associados às profissões “tradicionalmente masculinas”. 

Em Portugal, também se faz sentir o efeito do “oleoduto que pinga” – termo americano segundo o qual “o número de mulheres tende a diminuir à medida que se avança na escolaridade e, posteriormente, na carreira profissional”, reforça Luísa Saavedra.

O estudo tem como principais objectivos perceber que aspectos condicionam a escolha de áreas “tradicionalmente masculinas” e analisar as dificuldades ou vantagens encontradas pelas engenheiras e cientistas no mundo profissional. Os resultados baseiam-se nas entrevistas de uma centena de mulheres, residentes nas zonas do Norte e Centro do país, que foram divididas em vários grupos: alunas de 9º e do 12º ano que se mostram decididas ou minimamente interessadas em prosseguir uma das áreas em análise, universitárias dos cursos de Engenharia ou Ciências, profissionais mais novas e de idade avançada que já ingressaram no mercado do trabalho.


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