“Michelle Bachelet traz um historial de liderança dinâmica e global, uma capacidade incomum de criar consensos e de focar as agências da ONU, do setor publico e privado”, disse Ban Ki-moon.
“Estou confiante de que a liderança forte dela permitirá melhorar a vida de milhares de mulheres em todo o mundo”, adiantou.
Ban Ki-moon referiu que da lista inicial de candidatas ao novo cargo de diretora da Entidade para a Igualdade de Género e Reforço das Mulheres foram selecionadas três, mas escusou-se a referir o seu nome por uma questão de privacidade.
Fonte diplomática moçambicana em Nova Iorque disse à Lusa que a ministra Alcinda António de Abreu estava entre as três finalistas entrevistadas pelo secretário geral na ONU.
Alcinda Abreu apresentava como atributos o facto de ter sido a primeira ministra da Mulher e Acção Social em Moçambique, além de ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação.
Mas não tem experiência ao nível das principais organizações de cooperação internacionais, segundo a mesma fonte.
Moçambique perdeu recentemente a candidatura do seu ex-ministro da Saúde Pascoal Mocumbi à liderança da Organização Mundial de Saúde, que contava com o apoio da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
A nova sub-secretária geral será membro de todas as instâncias de decisão nas Nações Unidas e reportará diretamente ao secretário geral.
A partir de janeiro de 2011, deverá gerir um orçamento anual de perto de 500 milhões de dólares, fasquia que os estados membros consideram mínima para as operações.
Este valor representa o dobro das quatro agências cujas funções serão aglutinadas pela UN Women — UNIFEM, DOW, OSAGI e INSTRAW.
A criação do organismo foi votada por unanimidade pela Assembleia Geral no início de julho, e faz parte da estratégia de reforma da ONU, combatendo a dispersão de entidades, missões e também de recursos.
Entre as suas principais missões estará apoiar os Estados membros a aplicar os padrões da Comissão para o Estatuto das Mulheres, disponibilizando apoio técnico e financeiro aos países que o solicitem.
Hoje, o secretário geral lembrou que os assuntos das mulheres e das crianças serão “centrais” ao estímulo que se pretende que venha a sair da cimeira da próxima semana para cumprimento dos Objetivos do Milénio.
Na segunda feira, Ban Ki-moon anunciou o lançamento da Estratégia Global para a Saúde Materna e Infantil, para tentar acelerar o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio, em que muitos países estão atrasados, sobretudo os africanos
Texto Lusa em SIC , 14 de Setembro de 2010