VENHA MARCHAR PELOS DIREITOS HUMANOS

6 05 2010

Mais de um milhar de crianças e jovens, do Ensino Básico ao Universitário, vão marchar sexta-feira (7 de Maio), à tarde, pelo centro de Braga em defesa dos direitos humanos. A iniciativa pretende ser um marco no compromisso da cidade com a luta pelos direitos humanos.
A organização da Marcha pelos Direitos Humanos resulta de uma parceria entre a Civitas – Associação para Defesa e Promoção dos Direitos dos Cidadãos, da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva e do Centro Local de Apoio à Integração dos Imigrantes da Delegação de Braga da Cruz Vermelha Portuguesa, com o apoio da Câmara Municipal.
Na apresentação da iniciativa à comunicação social, a presidente da Civitas de Braga referiu que esta primeira marcha surge no Ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão Social e na Semana da Europa, num contexto de «globalização e, simultaneamente, em tempo de crise mundial económica, financeira e de valores».
Margarida Vilarinho defendeu que, neste cenário, os direitos humanos são «o denominador comum que une, faz e justifica a razão mais profunda da existência da comunidade».
Segundo esta responsável, a marcha vai ser um momento de «maior visibilidade» para a importância dos direitos humanos, no qual «os mais jovens, em escolarização, mostram à cidade o seu empenhamento e a cidade acompanha os seus concidadãos e incorpora-se nela, num espírito de comunhão de partilha e de compromisso».
Daí que os promotores considerem que é «fundamental» a presença dos representantes do poder político local. «Porque os elegemos para, conjuntamente, construirmos a cidade onde todos, sem excepção, possam fruir de uma vida com dignidade, porque todos são respeitados», afirmou Margarida Vilarinho.
Para além das escolas, que estão a preparar a iniciativa desde o ano passado, e dos representantes do poder local e regional, a iniciativa vai contar com a presença de instituições públicas e privadas da cidade.
A ASPA – Associação para a Defesa, Estudo e Divulgação do Património Cultural e Natural, a Associação Cultural Francisco Sá de Miranda, a UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta e a AAUM – Associação Académica da Universidade do Minho são algumas das entidades que já manifestaram o seu apoio à marcha.
Figuras do mundo do desporto como Albertina Machado e Mário Silva também vão participar, à semelhança de imigrantes e de uma delegação de alunos da Galiza. A organização dirigiu convites às embaixadas e representações diplomáticas. O objectivo é envolver toda a cidade, passando a mensagem de co-responsabilização na defesa dos direitos humanos.
«Todos temos de estar conscientes e sermos portadores de instrumentos internos para reagirmos às ameaças e às violações dos direitos humanos, seja no nosso território, seja noutro», advertiu.
A responsável pela Civitas destacou a importância da formação para a cidadania na escola para o desenvolvimento da consciencialização para a defesa dos direitos humanos.

Alerta lançado com animação

A concentração está marcada para as 15h00, no Arco da Porta Nova, onde haverá animação a cargo das orquestras de percussão “Tambombo” (EB 2,3 de Palmeira) e “Tarimba” (Colégio de Nossa Senhora das Graças), sob orientação do professor José Maria Rego. Às 16h00, começa a marcha em direcção à Avenida Central, com passagem pelas ruas D. Diogo de Sousa e do Souto.
A animação incluirá uma composição musical com algumas palavras de ordem, da responsabilidade de uma equipa coordenada pela docente Olinda Cunha. Os alunos vão transportar faixas e cartazes preparados especificamente para esta actividade.
Por volta das 16h30, começa a pintura de uma tela gigante instalada junto à Basílica dos Congregados. Esta tela vai ser, posteriormente, colocada na fachada da Torre de Menagem.
O encerramento está agendado para as 17h00, com a apresentação de uma mensagem de esperança no futuro e de canções europeias e do “Hino da Alegria”, pelo Coro da “EB 2,3 Francisco Sanches”. Paralelamente, a Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva tem patente ao público, até 15 de Maio, uma exposição de trabalhos de alunos sobre a temática dos direitos humanos.
A imagem da marcha, que também vai ser usada nas próximas edições, é da responsabilidade da pintora e professora Rosa Vaz.

 O núcleo de Braga da UMAR marcará presença na Marcha.


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