Braga: Lançamento das Actas do Congresso Feminista 2008

1 08 2009

 

Em nome do Núcleo de Braga da UMAR, inicio com um agradecimento ao Estaleiro Cultural Velha-a-Branca, que nos acolheu, desta vez, para apresentar as actas digitais do Congresso Feminista 2008.

Agradeço também a presença de duas das pessoas que fizeram parte da Comissão Promotora do Congresso, a Doutora Ana Gabriela Macedo e a Doutora Conceição Nogueira, ambas investigadoras na área dos estudos feministas na Universidade do Minho, que prontamente aceitaram o nosso convite para fazer a apresentação das actas. Não poderia deixar ainda reconhecer o empenho de um enorme grupo de pessoas e instituições que tornaram possível a concretização do Congresso Feminista 2008. Existiu um enorme esforço colectivo, a nível nacional, que importa relevar. 

Fazendo apenas uma breve contextualização, o Congresso Feminista realizou-se nos dias 26, 27 e 28 de Junho de 2008 na Fundação Calouste Gulbenkian e Faculdade de Belas-Artes de Lisboa. Ao longo de três dias, realizaram-se mais de 20 painéis temáticos, com mais de 150 palestrantes e 500 participantes, os quais analisaram o feminismo sob diferentes perspectivas. O evento recrutou saberes de áreas de investigação e intervenção diversificadas – tendo sido abordados temas como: mulheres e media, pobreza e exclusão social, violência de género, história das mulheres e da educação, mulheres e ciência, o papel das mulheres e dos homens na mudança, trabalho e sindicalismo, direitos humanos e igualdades, movimentos sociais e políticas públicas, famílias, casamentos e trajectos emancipatórios, feminismos e religiões, lesbianismos e movimento LGBT, história das mulheres e correntes do feminismo, mulheres e migrações, mulheres e saúde, educação e cidadanias, representações do feminino, tráfico de mulheres e prostituição, direitos sexuais e reprodutivos, artes e feminismos, entre outros.

Nas palavras de Maria José Magalhães e Manuela Tavares, “oitenta anos após o último congresso feminista em Portugal, a UMAR ousou lançar um desafio na sociedade portuguesa: a realização de um congresso feminista que contribuísse para dar visibilidade aos feminismos como uma corrente plural de pensamento e acção. Neste sentido, a associação procurou envolver diversos sectores sociais, culturais, associativos e políticos numa vasta comissão promotora”.

O Congresso quebrou o silêncio que tem envolvido as lutas feministas no contexto português e juntou à análise científica o activismo e a vertente cultural, articulando as diversas agendas. Mostrou à sociedade que o feminismo já não é (e não pode mesmo ser visto) como uma palavra maldita, que tem que ser encarado como algo crucial para a agenda política e mediática. Como um movimento de mulheres e homens que buscam o bem-estar social, o qual só pode ser concretizado num mundo sem discriminações.

Passado mais de um ano da realização deste evento de carácter social e científico, é com enorme orgulho que o Núcleo de Braga da UMAR faz o lançamento das actas. O Congresso Feminista teve um significado político, científico e de activismo no seio da sociedade portuguesa. Foi, portanto, um marco, para o movimento feminista e para a UMAR e tem também um significado especial para o núcleo de Braga.

Aquando da celebração do Dia Internacional da Mulher de 2008, e no âmbito da Rota dos Feminismos, organizada pela UMAR, Anabela Santos e Sylvie Oliveira, realizaram neste mesmo espaço a tertúlia “Onde estão as Simone de Beauvoir?”, onde se discutiram os ‘Feminismos, Cidadania e Movimentos sociais’ e as ‘Mulheres e Média’. Nessa altura não existia núcleo de Braga da UMAR, mas estas duas activistas, eu própria e outra companheira, Danielle Capella, que agora se encontra a colaborar com a sede da UMAR, sentimos a necessidade de criar o núcleo em Braga, de fomentar o debate em torno dos feminismos nesta cidade e região. Surgiu, assim, o núcleo de Braga.

Ainda no âmbito da promoção do Congresso Feminista, realizámos o lançamento do livro “Gostar de mim, gostar de ti”, da autoria de Maria José Magalhães, Ana Paula Canotilho e Elisabete Brasil. Mas as iniciativas não terminaram aqui! Exibimos também o filme “O sorriso de Mona Lisa”e debatemos o status feminino na sociedade do século XXI, estabelecendo paralelismos e contrastes com a realidade retratada no filme.

Além disso, enquanto núcleo, participámos activamente, com uma comunicação, que também se encontra nas actas, e na organização do Congresso.

Desde essa altura até agora, o núcleo cresceu e para nós é um enorme orgulho dizer que temos que temos pessoas de vários quadrantes (activistas, homens e mulheres), que temos projectos muito diversificados e que temos realizado iniciativas que têm aproximado a UMAR da comunidade bracarense e que têm suscitado a reflexão em torno dos feminismos (debates, acções de rua, lançamento de livros, ciclo de cinema…etc).

Com este congresso abriu-se um novo espaço na sociedade portuguesa para uma nova agenda feminista e abriu-se um novo espaço de reflexão em Braga.

P’lo Núcleo de Braga da UMAR
Texto: Carla Cerqueira
Vídeo: Anabela Santos


Ações

Information

2 responses

30 03 2011
Rosa Simas

Queria pedir que me enviassem o Índice das Actas do Congress Feminista 2008 e mais informação sobre como aceder às mesmas online, ou então adquirir um exemplar em livro.
Participei no Congresso com muito gosto e agradeço toda a informação que me puderem enviar.
Obrigada,
Rosa Neves Simas

24 09 2011
umarfeminismosbraga

Boa tarde Rosa,

O livro de actas está à venda através ds Editora Nova Delphi.
Quanto ao cd de actas poderá pedi-lo através do site da umar: umarfeminismos. org

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