Preservativos: promotor de orgias ou real prevenção?

31 05 2009

preservativos

Afinal, o que se pretende com a distribuição de preservativos nas escolas? Decerto, não proliferará a actividade sexual, como alguns temerão, e não comprometerá, muito menos, o início das relações sexuais entre os adolescentes!

Não queremos que os jovens tenham sexo seguro? Não será a Escola uma figura indispensável para a promoção de comportamentos sexuais saudáveis? Ou queremos também que ela se mantenha alheia à sexualidade dos jovens, sendo esta parte integrante do indivíduo?

Deixemo-nos, portanto, de pudor ou conservadorismo, e olhemos para a realidade. Segundo dados de 2008, da Associação para o Planeamento da Família (APF) e o Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade de Lisboa, mais de metade dos alunos do ensino secundário, nunca tiveram relações sexuais. Sendo esta A estatística relevante ou não para o caso, da percentagem de jovens que já iniciou a actividade sexual, importa observar se, efectivamente, usam preservativo, se as relações sexuais são tidas com total consciência e em clima de confiança e igualdade, no fundo, se os seus direitos estão garantidos.

O projecto, agora aprovado pelo Governo Português, engloba a existência de gabinetes de apoio, para além da distribuição de preservativos, o que indicia a necessidade antiga, que urge ser instaurada, de Educação Sexual. Esta seria dada por especialistas e não por professores de Línguas, Matemática ou História, incidindo sobre temas como a orientação sexual, a identidade de género, a intimidade, a saúde sexual e cuja abordagem abarcaria as Doenças Sexualmente Transmissíveis, prevenção e a contracepção. Uma Educação Sexual para extinguir, definitivamente, este tabu; desvanecer mitos e falsas crenças; que nos permita ter sexo em pleno, responsável, sem culpa ou vergonha.
Não olvidemos os NOSSOS direitos! Entre eles, Vida, Liberdade, Informação e Igualdade.

Aproveito para congratular a campanha que se tem vindo a efectuar do preservativo feminino, medida capaz de surtir efeito nas relações sexuais ainda desiguais. Importa, porém, pensarmos também na prevenção das DST nas lésbicas, cujas necessidades são obviamente ignoradas.

 

P’lo Núcleo de Braga
Tatiana Mendes


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