A palavra maldita

12 03 2009

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A Campanha Feministiza-te emergiu da vontade insuprível de dizer um “Basta!” a uma cultura patriarcal, que empurra as mulheres para os guetos da subordinação e invisibilidade. Surgiu da necessidade de desenhar com pincéis assertivos e cores arrojadas a IGUALDADE de GÉNERO nas sociedades pós-modernas.

A Campanha Feministiza-te rompe barreiras geográficas e linguísticas, estende-se a todas as faixas etárias, a mulheres e homens. Vemo-la em conferência, em debates, em concursos, em marchas. Passeia-se na rua, na escola, na universidade, na internet.

Não obstante a sua crescente visibilidade, a Campanha é, por vezes, incompreendida no seu objectivo, âmbito e modo de actuação. Tudo isto porque a sua designação provém da adaptação da ‘palavra maldita’: feminismo – o espectro da sociedade, da economia, da política, da religião, que ousou (e ousa) libertar as mulheres das correntes da submissão.   

O verbo ‘feministizar’ não consta nos dicionários de nenhuma língua do mundo… ainda! Talvez seja por isso que a sua leitura e compreensão tangenciem níveis de complexidade para nós inesperados.

Com efeito, o verbo é, não raras vezes, assimilado como “feminiza-te”, mesmo que as letrinhas “STI” se imponham com a mesma tenacidade que as restantes. É imediata a alusão, como se de sinónimos se tratassem. Este facto testemunha claramente como o feminismo ainda é visto como ‘coisa de mulher’, ao mesmo tempo que expõe a dificuldade em edificá-lo como um movimento social e político pertinente e crucial na actualidade.

Três séculos passaram desde que a autora da Declaração dos Direitos das Mulheres, Olympe de Gouges, perdeu a vida na guilhotina; noventa anos decorreram desde que Emily Davison deu a vida pelo direito ao voto, em Inglaterra. Contudo, o feminismo e suas adjacências continuam a ser difíceis de entranhar. Acreditemos nas palavras de Pessoa: “Primeiro estranha-se, depois entranha-se!”

No sentido de evitar habituais distorções, aqui fica mais um obstinado esclarecimento: ‘feministizar’ consiste na adopção de atitudes e comportamentos que promovam o tratamento indiferenciado entre mulheres e homens; na promoção da Igualdade de Género; na inclusão dos princípios feministas nas esferas de actividade humana.

O compromisso que nos move é o de difundir o verbo, nacionalizá-lo, internacionalizá-lo e globalizá-lo. Nós assumimo-lo. Assume-o também tu!

Com muito mais a dizer, mas simplificando a mensagem,

FEMINISTIZA-TE!
FEMINISTIZE YOURSELF!
FEMINISTIZE-TOI!
FEMMINISTIZZATI!
ФЕМИНИСТИЗУЙСЯ!
FEMENISTIZATE!
 

P’lo Núcleo de Braga da UMAR
Anabela Santos


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