It’s all from love…

18 11 2008

wallstalk

Já alguma vez te perguntaste como seria a tua vida se não fosses quem és? Já alguma vez reflectiste sobre os privilégios de que usufruis, e na maioria das vezes nem te apercebes?

Se respondeste Não a ambas as perguntas é porque fazes parte de um grupo dominante da sociedade ocidental. Se respondeste Sim e mesmo assim fazes parte deste grupo é porque és uma das raras pessoas que reflectiram sobre as desigualdades que a nossa sociedade nos apresenta diariamente como banais.

É contra esta inércia face ao instituído, à discriminação em função do género, em função da etnia e em função da orientação sexual que existem associações feministas.

Mulheres e Homens unidos pela desigualdade que querem combater.

Foi assim que na passada quinta-feira, dia 13 de Novembro, no Estaleiro Cultural Velha-a-Branca, o nosso núcleo de Braga da UMAR (União de Mulheres Alternativa Resposta) iniciou um ciclo de cinema que pretende acicatar a sociedade Bracarense. O tema que nos uniu foi a Homoparentalidade e o telefilme If these walls could talk 2 (2000), com a participação de Vanessa Redgrave, Chlöe Sevigny, Michelle Williams, Sharon Stone e Ellen Degeneres. Sem dúvida uma exibição penetrante destas maravilhosas actrizes, reconhecido pelos prémios Emmy. Contámos ainda com a presença do investigador Jorge Gato, da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto. Nada mais nada menos que o único investigador português a estudar a parentalidade em famílias homossexuais no nosso país.

Numa época em que se fala bastante do acesso ao casamento civil, da igualdade de direitos, do combate à discriminação em função da orientação sexual – o tema não podia ser mais pertinente.
Não somos todos cidadãos?

Não deveríamos então todos ter os mesmos direitos se temos os mesmos deveres?
Será que não deveríamos ser livres o suficiente para escolher com quem queremos viver… sem precisar de recear represálias?

Será que não pressionamos as nossas crianças para um conformismo desnecessário e que lhes pode trazer dissabores e sofrimento?

Será necessário marginalizar todo aquele que se distingue da minha norma de vida?
Muitas vezes penso que se nos damos ao trabalho de mostrar o que vai mal na vida dos outros é porque não queremos que olhem para nós… Já em 2004 APA (American Psychiatric Association) afirma que “A discriminação contra os pais homossexuais priva os seus filhos dos benefícios, direitos e privilégios gozados pelos filhos dos casais heterossexuais”.

Sem dúvida que muitas mais noites frias como esta serão necessárias para que se interpelem as consciências de quem não ouve argumentos e se limita a dizer NÃO.

Na maioria, não se apercebem que um lar quentinho, com carinho, alguém que se preocupe e olhe por elas é tudo o que as crianças precisam. Como questionava Kal (Ellen DeGeneres):

It’s all from love,
 How could that be wrong?

Esta é a perspectiva das crianças sobre os seus pais e mães.
Não querem saber se quem as ama são duas mães, dois pais, ou um pai e uma mãe.
Só querem ser felizes!

Sara Magalhães
Pelo Núcleo de Braga


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