Norte-coreanas vendidas como escravas por 700 euros na China

25 06 2009

Cerca de 70 por cento das mulheres norte-coreanas que vivem na China são vítimas de tráfico humano

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O preço de uma mulher norte-coreana, na China, oscila entre 210 e 842 euros, mostra o relatório da Comissão americana para os direitos humanos na Coreia do Norte.

Em 1999, Pang Bun Ok, 55 anos, foi vendida no país do Sol Nascente por 737 euros.

Um ano após a morte do seu marido, Pang Bun Ok decidiu emigrar para a China, juntamente com os seus filhos, em busca de uma vida melhor. Uma vez no país, foi vendida como esposa três vezes, encerrada em casa, presa a uma cama, raptada e abusada.

“Fui tratada como um animal”, explica Pang, que fugiu da Coreia do Norte pela segunda vez, em 2003, e conseguiu entrar na Coreia do Sul, onde os seus filhos a esperavam. A maior parte dos norte-coreanos que foge dos seus raptores utiliza nomes falsos porque, na Coreia do Norte, a pena por ‘trair o regime’ (ou seja, emigrar) recai, muitas vezes, na família do fugitivo.

Duas jornalistas norte-americanas, Laura Ling e Euna Lee, estavam precisamente a investigar o tráfico e o abuso das mulheres norte-coreanas na China, mas foram, no dia 8 de Junho, condenadas a 12 anos de trabalhos forçados.

A migração em massa da Coreia do Norte começou em meados da década de 90, quando centenas de milhares de pessoas fugiram da fome, que provocou um milhão de vítimas.

Os norte-coreanos na China são abandonados. Segundo o relatório da Comissão americana para os Direitos Humanos na Coreia do Norte, oito sobre dez são mulheres, a maior parte das quais são operárias e camponesas.

No total, há cerca de 300 mil norte-coreanos a viver na China, a maior parte ilegalmente. Estima-se que 70 por cento das mulheres sejam vítimas de tráfico humano. De acordo com o fundador da organização ‘Corea Helping Hands’, Tim Peters, “as mulheres que fogem são particularmente vulneráveis. Arriscam ser enganadas, compradas e vendidas aos chineses como ‘esposas’ na fronteira entre os dois países”. O problema do tráfico de mulheres não parece ser fácil de resolver num país (China) onde há um importante desequilíbrio demográfico por causa da política do Governo, que favorece a redução do número de mulheres.

Não obstante a China tenha assinado a Convenção da ONU, em 1951, o país ignora os direitos dos migrantes norte-coreanos que não são considerados refugiados, mas sim migrantes ilegais.

Texto original: AQUI
Tradução: Anabela Santos





A UMAR convida:

25 05 2009

“Tráfico de mulheres para a exploração sexual: meandros de uma realidade pungente”
21h30 | 28 de Maio 2009
Estaleiro Cultural da Velha-a-Branca

Sex_sells_by_igyO Núcleo de Braga da UMAR realiza, quinta-feira, no Estaleiro Cultural da Velha-a-Branca, uma sessão aberta ao público atinente ao tema “Tráfico de mulheres para exploração sexual: meandros de uma realidade pungente”, que conta com a presença da doutoranda da Universidade do Minho, Dulce Liliana Martins Couto.

Todos os anos, mais de 700 mil pessoas são traficadas (leia-se: ludibriadas, chantageadas, manipuladas, violentadas, exploradas, violadas, instrumentalizadas). O sexo feminino representa 80% das vítimas de tráfico humano e 30% são crianças. Embora não haja dados estatísticos exactos, a maioria das mulheres traficadas em Portugal provém do Brasil, tem idades compreendidas entre os 25 e 30 anos, e são impelidas para a exploração sexual. Anualmente, mais de 600 mil pessoas são traficadas no espaço europeu.

Em 2006, Portugal criou o projecto ‘Cooperação, Acção, Intervenção, Mundivisão’ (CAIM) com o propósito de desenvolver um trabalho interinstitucional na área da prostituição e tráfico de mulheres para fins de exploração sexual”.
No ano seguinte, foi implementado o I Plano Nacional contra o Tráfico Humano para promover a interacção policial e a sensibilização da sociedade. No âmbito deste Plano, inaugurou-se o primeiro Centro de Acolhimento e Protecção de mulheres – e também de filhos menores – consideradas vítimas de tráfico e em situação de vulnerabilidade. Paralelamente, reformulou-se a legislação portuguesa que passou a integrar o crime de tráfico humano; criou-se o Observatório de Tráfico de Seres Humanos e um Guia Único de Registo, que permite a partilha de informação entre a PSP, GNR, PJ e SEF. As campanhas de sensibilização ‘Não estás à venda’ e ‘Desperte para este realidade’ surgiram ainda como instrumentos de combate ao tráfico humano, nomeadamente para exploração sexual.

Por que razão são as mulheres as principais vítimas de tráfico para fins de exploração sexual?
Quais as consecuções do I Plano Nacional contra o Tráfico de Seres Humanos?
Qual o papel dos média no combate ao tráfico humano?

Estas e outras questões compõem a II sessão aberta promovida pela UMAR, em Braga.
Informais e intimistas, estas sessões visam fomentar a reflexão, exposição e intercâmbio de opiniões sobre os feminismos e suas adjacências, contribuindo para a promoção e aprofundamento de um olhar crítico sobre a contemporaneidade.

União de Mulheres Alternativa e Resposta
Núcleo de Braga





808 257 257

26 10 2008

No âmbito do I Plano Nacional contra o Tráfico de Seres Humanos (2007-2010), Portugal dá um novo impulso no combate a este crime através da campanha “Desperte para este realidade”. Recentemente lançada, a campanha visa a “sensibilização da população portuguesa para a questão das vítimas de exploração sexual e laboral”.

Desde 2007, o país tem desenvolvido estratégias de combate ao tráfico humano como o Centro de Acolhimento e Protecção de vítimas de tráfico e a activação do Guia Único de Registo. Mas é preciso mais, muito mais para evitar a expansão deste crime. Talvez fosse uma boa ideia o realargamento da pena de prisão para “quem oferecer, entregar, aliciar, aceitar, transportar, alojar ou acolher pessoas para fins de exploração sexual, do trabalho, ou extracção de órgãos”. Talvez também fosse uma boa ideia a efectivação da legislação!

Todos os anos, mais de 700 mil pessoas são traficadas (leia-se: ludibriadas, chantageadas, manipuladas, violentadas, exploradas, violadas, instrumentalizadas). O sexo feminino representa 80% das vítimas de tráfico humano e 30% são crianças. De acordo com a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), cerca de 1,2 milhões de crianças são vendidas para trabalhar na agricultura, nas minas e para a exploração sexual.

808 257 257 é a chave numérica que pode libertar milhares de pessoas. 
Não te cales!





ACTivismo

16 10 2008

MuzeumPlakatu, Varsóvia





CALL + RESPONSE

16 10 2008

CALL + RESPONSE é um documentário centrado na escravatura do século XXI: o tráfico humano. Conta com a participação de inúmeros artistas e figuras proeminentes da cultura e política, designadamente Cornel West, Madeleine Albright, Daryl Hannah, Julia Ormond, Moby e Natasha Bedingfield.

“O que posso fazer para parar isto?”. Esta é a questão que o director de CALL+RESPONSE, Justin Dillon, quer fazer emergir no público. CALL + RESPONSE encerra, por isso, um apelo à mobilização da sociedade para erradicar a exploração laboral e sexual.

Passa por AQUI!








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